Médicos sem Fronteiras alertam para vulnerabilidade das crianças nas Filipinas

16 de novembro de 2013

Internacional



Médicos sem Fronteiras alertam para vulnerabilidade das crianças nas Filipinas
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-16/medicos-sem-fronteiras-alertam-para-vulnerabilidade-das-criancas-nas-filipinas
Nov 16th 2013, 21:47

Manila – A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) alertou para a vulnerabilidade das crianças afetadas pelo Tufão Haiyan nas Filipinas e para um cenário de uma eventual propagação de doenças como cólera ou o tétano.
Em comunicado, a organização não governamental diz ter identificado os primeiros casos de tétano em Guiuan, na Ilha de Samar, a primeira a ser golpeada pelo tufão Haiyan e uma das últimas a receber assistência humanitária. Segundo o mais recente balanço oficial, o Tufão Haiyan, um dos mais poderosos que atingiu as Filipinas há uma semana, matou 3.621 pessoas.
"Antecipamos um aumento significativo de complicações respiratórias e de diarreia entre a população infantil", disse o presidente da MSF na Espanha, José Antonio Bastos, alertando para a existência de um número expressivo de feridos, com diferentes graus de gravidade, com "potencial enorme" de piorar, caso não recebam tratamento.
O mesmo responsável advertiu ainda, em declarações citadas pela agência EFE, para o risco de infecções epidémicas – como a cólera e, em particular, a leptospirose, provocada por uma bactéria transmitida pela urina e fezes de ratos na água em contacto com as pessoas. Uma infeção que "pode ser grave e potencialmente mortal sem tratamento", explicou.
Em Guiuan, as equipas da MSF encontraram o hospital completamente destruído, tendo montado clínicas móveis nas quais assistem os feridos. Depois de "enormes dificuldades e um 'pesadelo' logístico", a MSF disse ter alcançado as quatro ilhas mais afetadas – Leyte, Samar, Panay e Cebu –, onde encontraram um cenário de destruição e uma situação climática adversa.
O Haiyan arrasou cerca de 90% de Guiuan (Samar), mais de 70% de Tacloban (Leyte) e metade da cidade de Roxas (Panay), na zona central do arquipélago.
Com cerca de uma centena de profissionais em terra e aproximadamente 200 toneladas de ajuda – que vai ser reforçada nos próximos dias –, a MSF tenta chegar às áreas mais remotas que mais preocupação geram pelo seu isolamento.



You are receiving this email because you subscribed to this feed at https://blogtrottr.com

If you no longer wish to receive these emails, you can unsubscribe here:
https://blogtrottr.com/unsubscribe/hPP/fnCRwS

Chile vai às urnas em uma das eleições mais disputadas desde o retorno à democracia

Internacional



Chile vai às urnas em uma das eleições mais disputadas desde o retorno à democracia
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-16/chile-vai-urnas-em-uma-das-eleicoes-mais-disputadas-desde-retorno-democracia
Nov 16th 2013, 21:01


Chile vai às urnas em uma das eleições mais disputadas desde o retorno à democracia



De Monica Yanakiew

Para a Agencia Brasil:



Santiago – As eleições presidenciais de domingo (17) no Chile serão as mais disputadas desde o retorno à democracia, há 24 anos. Nunca houve tantos candidatos (são nove), nem tantas mulheres (são três as candidatas). E, apesar de todas as pesquisas de opinião indicarem que a socialista Michelle Bachelet será a vitoriosa, conquistando um segundo mandato presidencial de quatro anos, existem muitas dúvidas em relação ao futuro: desde os protestos estudantis de 2011, os chilenos mostraram que querem mudanças mais profundas, além da estabilidade política e econômica, conquistada nas últimas duas décadas.



"Avançamos muito nas últimas duas décadas, mas existem muitos sinais de que o ciclo, que inauguramos com o fim da ditadura, está chegando ao fim", disse, em entrevista à Agência Brasil, o analista político Ernesto Ottone. "Recuperamos a democracia, promovemos o crescimento econômico e reduzimos drasticamente a pobreza. Não há inflação e o desemprego é baixo. Mas o Chile ainda é um país com altos índices de desigualdade social e a classe média agora tem mais expectativas. Um exemplo foi o movimento estudantil, que colocou milhares de jovens nas ruas em 2011, exigindo educação gratuita e de qualidade para todos".



O problema é que o novo governo, seja ele qual for, não poderá avançar muito, sem reformar a Constituição. A atual, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), limita a atuação dos políticos: nenhuma reforma profunda pode ser realizada sem um consenso. Pelo atual sistema eleitoral chileno, o presidente eleito só terá maioria no Congresso se seus candidatos a deputado e senador dobrarem os votos do concorrente.



"Foi um sistema desenhado para promover um empate entre dois blocos, de esquerda e de direita. Então, não importa se você escolheu um candidato de esquerda, por causa de suas promessas. Ele só pode fazer o que prometeu se negociar com a direita e o resultado acaba sendo algo intermediário, que deixa a todos insatisfeitos", explicou a prefeita de Santiago, Carolina Toha , aliada de Michelle Bachelet.



Mas até Rolf Luders, que foi ministro da Economia na ditadura, concorda que esse sistema já não funciona, porque hoje em dia os chilenos já não acreditam nos políticos – não importa o partido.



Uma incógnita dessas eleições diz respeito a quantos dos 12 milhões de chilenos em idade de votar irão às urnas. Pela primeira vez, o voto é opcional. Além de presidente (no Chile não há vice), os chilenos escolherão deputados federais e senadores. Michelle Bachelet dedicou boa parte de sua campanha para convencer os chilenos a votarem: ela pode ter a vitória assegurada, mas precisa conseguir o maior número possível de votos no Congresso, se quiser cumprir as promessas feitas.



Um dos temas principais é a reforma educacional. No Chile, todas as universidades são pagas e caras. Os estudantes pedem educação gratuita e de qualidade para todos. Atualmente, quem quer ter uma carreira universitária e não tem dinheiro precisa pedir um credito, o qual levará dez anos para ser pago.



Outros temas da campanha são a estatização da água e do cobre, ambos privatizados na ditadura militar, além de uma reforma tributária e a reforma da Constituição.



Edição: Lana Cristina



Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Monica Yanakiew

Correspondente da Agência Brasil/EBC
Santiago – As eleições presidenciais de domingo (17) no Chile serão as mais disputadas desde o retorno à democracia, há 24 anos. Nunca houve tantos candidatos (são nove), nem tantas mulheres (são três as candidatas). E, apesar de todas as pesquisas de opinião indicarem que a socialista Michelle Bachelet será a vitoriosa, conquistando um segundo mandato presidencial de quatro anos, existem muitas dúvidas em relação ao futuro: desde os protestos estudantis de 2011, os chilenos mostraram que querem mudanças mais profundas, além da estabilidade política e econômica, conquistada nas últimas duas décadas.
"Avançamos muito nas últimas duas décadas, mas existem muitos sinais de que o ciclo, que inauguramos com o fim da ditadura, está chegando ao fim", disse, em entrevista à Agência Brasil, o analista político Ernesto Ottone. "Recuperamos a democracia, promovemos o crescimento econômico e reduzimos drasticamente a pobreza. Não há inflação e o desemprego é baixo. Mas o Chile ainda é um país com altos índices de desigualdade social e a classe média agora tem mais expectativas. Um exemplo foi o movimento estudantil, que colocou milhares de jovens nas ruas em 2011, exigindo educação gratuita e de qualidade para todos".
O problema é que o novo governo, seja ele qual for, não poderá avançar muito, sem reformar a Constituição. A atual, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), limita a atuação dos políticos: nenhuma reforma profunda pode ser realizada sem um consenso. Pelo atual sistema eleitoral chileno, o presidente eleito só terá maioria no Congresso se seus candidatos a deputado e a senador dobrarem os votos do concorrente.
"Foi um sistema desenhado para promover um empate entre dois blocos, de esquerda e de direita. Então, não importa se você escolheu um candidato de esquerda, por causa de suas promessas. Ele só pode fazer o que prometeu se negociar com a direita, e o resultado acaba sendo algo intermediário, que deixa a todos insatisfeitos", explicou a prefeita de Santiago, Carolina Toha , aliada de Michelle Bachelet.
Mas até Rolf Luders, que foi ministro da Economia na ditadura, concorda que esse sistema já não funciona, porque hoje em dia os chilenos já não acreditam nos políticos – não importa o partido.
Uma incógnita dessas eleições diz respeito a quantos dos 12 milhões de chilenos em idade de votar irão às urnas. Pela primeira vez, o voto é opcional. Além de presidente (no Chile não há vice), os chilenos escolherão deputados federais e senadores. Michelle Bachelet dedicou boa parte de sua campanha para convencer os chilenos a votarem: ela pode ter a vitória assegurada, mas precisa conseguir o maior número possível de votos no Congresso, se quiser cumprir as promessas feitas.
Um dos temas principais dessa campanha é a reforma educacional. No Chile, todas as universidades são pagas e caras. Os estudantes pedem educação gratuita e de qualidade para todos. Atualmente, quem quer ter uma carreira universitária e não tem dinheiro precisa pedir um crédito, o qual levará dez anos para ser pago.
Outros temas da campanha são a estatização da água e do cobre, ambos privatizados na ditadura militar, além de uma reforma tributária e a reforma da Constituição.
Edição: Lana Cristina

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil





You are receiving this email because you subscribed to this feed at https://blogtrottr.com

If you no longer wish to receive these emails, you can unsubscribe here:
https://blogtrottr.com/unsubscribe/hPP/fnCRwS

Explore o MAXX

Notícias
Nacional

Internacional
Finanças
Política
Justiça
Segundo Caderno
Esportes


Educação
Inovação

Serviços
Barra de Ferramentas

Buscador
Previsão do Tempo
Tradutor
Viagens

Entretenimento
Cultura

Famosos
MAXX FM
Música
Sobre Rodas
Stations (Busca Rádios)

Estilo de vida
Homem

Mulher

Chat
Amizade

Encontros
Livre
Paquera
Sexo (+ 18 anos)
Webmasters
Outras salas

Fale conosco
Atendimento Virtual
Avalie-nos
E-mail

Fone Fácil
Fórum
Reclame Aqui
Redes Sociais

Copyright 2008 - 2017 © Ouni - Todos os direitos reservados.
"O uso desse website significa que você aceita os Termos de Uso e a Política de Privacidade, em especial no que tange ao uso de cookies."

Informações Importantes | Política de Privacidade | Termos de Uso

Vá para o Ouni