Baixo comparecimento às urnas leva ex-presidente e deputada a pedir volta do voto obrigatório no Chile

15 de dezembro de 2013

Internacional



Baixo comparecimento às urnas leva ex-presidente e deputada a pedir volta do voto obrigatório no Chile
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-15/baixo-comparecimento-urnas-leva-ex-presidente-e-deputada-pedir-volta-do-voto-obrigatorio-no-chile
Dec 15th 2013, 18:22

Da Agência Brasil*

Santiago – Ao observar o baixo comparecimento de eleitores hoje (15), no segundo turno da eleição presidencial, a deputada chilena Camila Vallejo manifestou-se hoje (15) favorável à volta do voto obrigatório no país. A votação deste domingo foi a primeira com participação livre do eleitorado.
Depois de votar, a deputada do Partido Comunista disse à imprensa que é normal pouca gente ter comparecido às urnas e que, por isso, é partidária da inscrição automática e do voto obrigatório. "Novamente um respaldo e apoio a este projeto da Nova Maioría que já se viu nas primárias e que se viu também no primeiro turno", disse Camila, cuja carreira começou no movimento estudantil.
A proposta de Camila foi aprovada pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos, que fez um apelo aos cidadãos para votar e disse que foi um erro apoiar o voto facultativo. "Em um momento, fui partidário do voto voluntário", mas pensei, meditei e me dei conta de que é um erro, que creio estar demonstrado", disse Lagos.
Segundo ele, votar é um direito, que, no fundo, também é uma obrigação. "Pense cinco minutos que é o melhor para o Chile e, de acordo com isso, vote", concluiu o ex-presidente.
Duas mulheres disputaram o segundo turno da eleição presidencial: Michelle Bachelet, da Nova Maioria, que governou o país de 2006 a 2010 e ficou em primeiro lugar na primeira rodada de votação, e a ex-ministra do Trabalho e Previdência Social Evelyn Matthei, da Aliança pelo Chile.
Assim como foi feito no primeiro turno, em novembro passado, o governo disponibilizou transporte gratuito – 1.300 serviços – para facilitar a participação dos eleitores, principalmente dos que vivem em zonas rurais isoladas. Segundo a ministra dos Transportes, Gloria Hutt,a medida beneficiaria mais de 50 mil pessoas que vivem em lugares distantes ou de difícil acesso. Os locais de votação foram os mesmos do primeiro turno.
*Com informações da Telesur e da TVN (Televisión Nacional de Chile)
Edição: Nádia Franco
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União Europeia decide suspender negociações com a Ucrânia

Internacional



União Europeia decide suspender negociações com a Ucrânia
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Dec 15th 2013, 16:57

Da Agência Brasil*

Brasília – No mesmo dia em que 200 mil pessoas reuniram-se em protesto na Praça da Independência, em Kiev, capital ucraniana, a União Europeia (UE) anunciou que as negociações com a Ucrânia estão suspensas até que o país demonstre claro compromisso para firmar um acordo de cooperação comercial. A Ucrânia tem sido sacudida desde o final de novembro por manifestações contrárias ao presidente Viktor Yanukovich, que decidiu privilegiar uma aproximação com a Rússia em detrimento da integração europeia.
Apesar das promessas do governo ucraniano, nos últimos dias, de retomar as negociações e de firmar o acordo comercial com a UE, o comissário europeu para a Ampliação da Política de Vizinhança da União Europeia, Stefan Füle, disse hoje (15) que os trabalhos "estão suspensos". "As palavras e as ações do presidente [Viktor Yanukovich] e do governo estão cada vez mais distantes do acordo de cooperação", acrescentou.
A oposição ucraniana acusa Yanukovich de ceder à pressão do seu principal aliado, o presidente russo Vladimir Putin. Descontentes com a aliança com Moscou, centenas de milhares de manifestantes têm ocupado a Praça da Independência pedindo a renúncia do presidente Yanukovich.
O senador republicano e ex-candidato à Presidência dos Estados Unidos John McCain afirmou neste domingo, em Kiev, perante os manifestantes, que o governo americano os apoia. "A América está com vocês", disse McCain, na Praça da Independência. Além do republicano, esteve no local o senador democrata Chris Murphy, também aclamado pela multidão de manifestantes.
*Com informações da Télam e da Agência Lusa
Edição: Nádia Franco
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Bombardeio mata 36 pessoas na Síria

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Bombardeio mata 36 pessoas na Síria
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Dec 15th 2013, 17:14

Da Agência Lusa

Beirute – Ataques da Força Aérea da Síria contra três bairros de Alepo, no Norte do país, deixaram hoje (15) 36 mortos, 15 dos quais crianças, segundo balanço da organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Aviões e helicópteros atacaram os bairros de Haydariyé, Ardh al-Hamra e Sakhour, situados no noroeste da cidade, antes um importante centro econômico, disse o diretor da ONG, Rami Abdel Rahmane.
Os bombardeios ocorreram um dia depois de a organização humanitária Crescente Vermelho ter entregado alimentos e medicamentos na prisão central de Alepo, cercada pelos rebeldes há oito meses.
A ONG informou que o regime de Bashar Al Assad anunciou, no início da semana, anistia para os presos devido "às más condições humanas e de saúde" na prisão,.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima em 100 mil o número de mortos na Síria desde o início do conflito, em março de 2011, enquanto o Observatório Sírio dos Direitos Humanos fala em mais 125 mil mortos.



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Voo humanitário da ONU leva 40 toneladas de alimentos para a Síria

Internacional



Voo humanitário da ONU leva 40 toneladas de alimentos para a Síria
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Dec 15th 2013, 14:54

Da Agência Brasil *

Brasília – O primeiro voo humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria partiu hoje (15) do Iraque, depois de ter sido adiado várias vezes por causa do mau tempo. O avião decolou do aeroporto de Erbil, na região autônoma do Curdistão, no Norte do Iraque, rumo a Qamishli, área de maioria curda no Noroeste da Síria.
O avião transportava 40 toneladas de alimentos, disse Abeer Etefa, porta-voz para o Oriente Médio do Programa Mundial de Alimentos (PMA). "Nos próximos dias enviaremos a Qamishli mais 400 toneladas de alimentos", informou o porta-voz.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também vão enviar ajuda humanitária para a Síria nos próximos dias.
A Síria vive em guerra civil desde março de 2011, quando a contestação popular ao regime do presidente Bashar Al Assad se tornou um confronto militar aberto entre o Exército e a oposição. Pelo menos 125.835 pessoas, entre as quais 6.625 menores de idade, morreram no país desde o início do conflito há dois anos e meio.
*Com informações da Telesur
Edição: Nádia Franco
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Mandela é lembrado como exemplo de resiliência

Internacional



Mandela é lembrado como exemplo de resiliência
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Dec 15th 2013, 12:40


Danilo Macedo

Enviado especial à África do Sul
Pretória - Resiliência é originalmente um conceito físico, que representa a capacidade de alguns materiais de acumular energia quando submetidos a tensão, sem sofrer ruptura após o estresse sofrido. Nas pessoas, representa a capacidade de, após momentos de adversidade, se adaptar, ou até mesmo evoluir após a experiência. Essa foi uma das palavras mais usadas pelas pessoas que discursaram durante o funeral do maior líder da África negra, como forma de descrevê-lo, em sua luta contra o apartheid e as desigualdades. Mandela dizia que a luta era sua vida, e ele lutou, sobretudo, por um mundo melhor.
Em 1944, com 26 anos, criou com outros amigos a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA), partido pelo qual se tornaria presidente do pais cinco décadas depois. Lançaram o manifesto Um homem, um voto, no qual mostravam que 2 milhões de brancos dominavam 8 milhões de negros. Em um regime que considera o negro uma sub-raça, sem direitos e que deve ser reprimida, Mandela abriu, em 1952, em sociedade com Oliver Tambo, um escritório de advocacia.
Já considerado uma liderança, Mandela e o CNA tiveram o princípio da não-violência como norteador de sua luta até 21 de março de 1960, hoje reconhecido pela ONU como Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, quando aconteceu o Massacre de Sharperville. Cerca de 5 mil negros protestavam pacificamente contra a Lei do Passe, que os obrigava a andar com uma caderneta que informava os lugares que poderiam frequentar.
De repente, quando se aproximaram de uma delegacia onde estavam cerca de 70 policiais, antes de qualquer alerta das autoridades, começaram a ser atingidos por tiros de metralhadora. Mais de 60 morreram, a maioria com tiros nas costas, enquanto tentavam fugir, e pelo menos 200 ficaram feridos, incluindo mulheres e crianças. A partir dai, Mandela e o partido decidiram que, apenas pela via pacífica não seria possível mudar a situação grave de segregação do país e buscam treinamento militar.
Apesar de já ter sido preso antes por sua luta, a mudança de postura leva Mandela a ser condenado a prisão perpétua em 1964. Em sua defesa, falou por quatro horas durante o julgamento. Sua conclusão é usada como uma das principais mensagens do ex-presidente: "Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".
A partir de então, Mandela ficou 27 anos preso, muitos deles em uma cela de 2,5 metros por 2,1 metros com uma pequena janela de 30 cm de largura, na prisão da Robben Island. Durante a reclusão, percebeu que seria importante aprender o africâner, a língua dos brancos. Mesmo na cadeia, se tornou conhecido internacionalmente como símbolo da luta contra o regime segregacionista.
Em meados da década de 1980, o regime busca diálogo com Mandela, que recusa a liberdade condicionada ao exílio. Com o aumento da pressão internacional, e com o próprio comando do regime vendo em Mandela um interlocutor na negociação com o CNA, aquele que veio a se tornar, posteriormente, o maior líder do século 20, na opinião de vários especialistas, foi finalmente solto em 11 de fevereiro de 1990.
Apesar de terem lhe tirado 27 anos de contato com sua família e com seu país, os discursos de Mandela ao sair da prisão eram mais conciliadores e menos inflamados. Apesar de decepcionar, de início, os setores mais radicais do CNA, a mudança foi fundamental para a refundação do país, quando foi eleito presidente, em 1993, sem domínio de brancos sobre negros, nem o contrário. "Nossa marcha para a liberdade é irreversível. Não devemos permitir que o medo fique em nosso caminho", disse após ser libertado.
Mandela, que se incomodava com a imagem de santo que tentavam qualificar, ensinou o dom da resiliência ao seu povo, fundamental para uma democracia consistente na África do Sul. Seu governo buscou reconciliar oprimidos e opressores. Como ele mesmo dizia, "ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou o seu passado, ou sua religião. As pessoas aprendem a odiar, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto".
Com toda a experiência de vida que teve em 95 anos, encerrada no dia 5 de dezembro, Mandela não pode ser considerado um santo. Alguns o chamam de "heroi de carne e osso". O dia de seu nascimento, 18 de julho, foi decretado pela ONU, em 2009, o Dia Internacional Nelson Mandela, com o objetivo de valorizar a luta pela liberdade, justiça e democracia.
Edição: Fernando Fraga
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Pelo menos 40 mil pessoas são evacuadas da Faixa de Gaza por causa do mau tempo

Internacional



Pelo menos 40 mil pessoas são evacuadas da Faixa de Gaza por causa do mau tempo
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Dec 15th 2013, 12:51

Da Agência Brasil *

Brasília – Após quatro dias seguidos de chuvas na Faixa de Gaza, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a região em estado de emergência e estima que pelo menos 40 mil pessoas tenham sido evacuadas de suas casas. Muitas das residências afetadas foram inundadas pela água e muitas pessoas tiveram de ser resgatadas por botes.
O porta-voz da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Chris Gunnes, disse que alguns acampamentos perto da Faixa de Gaza "se converteram em um grande lago, com as águas chegando a 2 metros de altura da água e inundando casas. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas". Segundo Gunnes, funcionários da agência trabalham para levar os atingidos para abrigos da ONU.
Cerca de 1,8 milhão de palestinos estão sem energia elétrica depois que a central elétrica do país parou suas operações após ficar sem combustível.
Na sexta-feira (13), a cidade de Jerusalém parou por causa uma tempestade de neve, o que levou o presidente da Câmara, Nir Barkat, a pedir ajuda ao Exército para socorrer motoristas. "Lutamos contra uma tempestade de rara violência", disse Barkat, em comunicado. A altura da neve acumulada na cidade chega a 37 centímetros. Em algumas áreas periféricas, a camada de neve é ainda mais elevada.
As cidades palestinas de Ramallah e Belém, próximas de Jerusalém, também ficaram cobertas de neve e as zonas mais baixas registraram chuvas torrenciais.
* Com informações da Telesur
Edição: Nádia Franco
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Cerca de 200 mil manifestantes da oposição protestam na Ucrânia

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Cerca de 200 mil manifestantes da oposição protestam na Ucrânia
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Dec 15th 2013, 12:07

Da Agência Brasil *
Brasília – Cerca de 200 mil ucranianos estão concentrados hoje (15) na Praça da Independência, em Kiev, capital da Ucrânia, em resposta ao apelo da oposição para uma manifestação contra o presidente Viktor Yanukovich e a sua decisão de privilegiar uma aproximação com a Rússia em detrimento da integração europeia. Com bandeiras e cachecóis com as cores da Ucrânia e da União Europeia, os manifestantes começaram a concentração desde cedo, apesar da baixa temperatura.
Esta é a terceira manifestação depois de nos dois últimos domingos centenas de milhares de ucranianos terem se reunido para protestar contra a recusa do presidente em assinar um acordo comercial com a União Europeia e as suas tentativas de reaproximação com a Rússia. A oposição ucraniana vem organizando manifestações desde o final de novembro.
Os manifestantes têm pedido a demissão de Yanukovich e derrubaram a estátua de Vladimir Lenin, o líder da Revolução Russa de 1917, em protesto no último domingo (8). De acordo com um porta-voz da polícia ucraniana, a estátua de Lenin foi derrubada por manifestantes com o rosto coberto, que empunhavam bandeiras do Partido Ultranacionalista Svoboda (Liberdade).
* Com informações da Agência Lusa
Edição: Fernando Fraga
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Capacidade de negociação e tolerância destacam-se no legado de Mandela às futuras gerações

Internacional



Capacidade de negociação e tolerância destacam-se no legado de Mandela às futuras gerações
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Dec 15th 2013, 12:14


Yara Aquino*

Repórter da Agência Brasil
Brasília – A capacidade de negociar com diferentes setores foi uma das características marcantes do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, líder da luta contra o apartheid, o regime de segregação racial que vigorou no país de 1948 a 1994, em que a minoria branca detinha todo poder político e econômico e a maioria negra cumpria as regras da legislação separatista. É o que representantes do movimento negro, do governo brasileiro, artistas, parlamentares e militantes da área de direitos humanos destacam na personalidade Mandela, morto no dia 5 deste mês, e enterrado neste domingo (16), em Qunu, cidade onde passou a infância.
Eles avaliam o legado de Mandela para esta e para as futuras gerações. O ex-presidente, que passou 27 anos na prisão, combateu o apartheid, e conquistou o respeito de adversários e críticos pelos esforços em busca da paz. Em 1983, ele dividiu o Prêmio Nobel da Paz om o então presidente da África do Sul Frederik de Klerk.
O diretor executivo da Educafro, Frei David Santos, ressalta a capacidade estratégica de negociação de Nelson Mandela com diferentes setores como um aprendizado a ser aplicado nas lutas dos movimentos sociais. "Ele teve a coragem de trabalhar com a situação de oposição fazendo todos servirem à causa do povo negro e à causa da paz."
O coordenador do Centro de Cultura Negra do Maranhão, Maurício Paixão, considera as atitudes do ex-presidente da África do Sul uma inspiração para que os negros busquem um país mais justo e uma sociedade fortemente democrática. "Este é o exemplo que o Mandela nos deixa e faz com que dialoguemos com a sociedade e fortaleçamos a população negra. Isso faz também com que os executores de políticas públicas pensem e repensem sobre uma política que realmente inclua e não exclua, principalmente a população negra."
O cantor e secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, Netinho de Paula, destaca o sucesso que Mandela alcançou ao atuar de forma diplomática para alcançar seus ideais. "Dois momentos são marcantes para mim. O primeiro é quando ele resolve ir para a luta armada. E o segundo, quando ele passa pela prisão e, então, entende que a diplomacia tem mais poder que a violência, que as armas", diz Netinho, que é também vereador licenciado.
Para a coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro, o apreço pela liberdade e a determinação para combater o racismo são importantes ensinamentos que Nelson Mandela deixa para o futuro. "A questão essencial do pensamento dele [Mandela] é não permitir que o racismo nos contamine. Não permitir que venhamos a reproduzir as mesmas perversidades que o racismo promove. Não permitir que o ódio e o revanchismo nos governem na nossa luta", disse.
A coerência política ao longo de sua trajetória e o compromisso com a luta da classe trabalhadora são os exemplos de Mandela a serem seguidos por governantes e militastes, diz João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). "A coerência política de Mandela ao longo de tantos anos de vida pública e de luta é um elemento importante. Mandela conseguiu se manter firme, do ponto de vista das suas posições ideológicas, mesmo quando estava preso e também quando estava à frente do governo", lembrou Rodrigues.
A secretária executiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Patrícia Barcelos, cita a luta pela liberdade e a resistência como elementos da jornada de Mandela a serem aplicados no dia a dia. "Mandela deixou um legado de tolerância das relações entre as pessoas. A luta dele demonstrou que, por meio da tolerância, do reconhecimento entre os povos, é que se alcançaria a paz."
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), ativista do movimento negro, disse esperar que o Brasil se espelhe nas atitudes do líder sul-africano. "Espero que o Brasil acorde para o exemplo de Mandela e possa dar um tratamento à maioria a população, que ainda é excluída, a essa maioria que ainda tem que brigar pelas terras quilombolas."
O cantor Martinho da Vila aponta o desapego de Mandela ao poder como um caminho a ser trilhado também pelos políticos brasileiros. "Um exemplo que ele deu para os políticos foi o desapego ao poder. O poder tem um atrativo: quase todos os que assumem uma função poderosa não querem sair nunca mais. Ele [Mandela], se quisesse, se perpetuaria como presidente até a sua morte, mas ele foi eleito, cumpriu o seu período e promoveu eleições", observou.
Mandela ficou 27 anos preso em decorrência de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Ele foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999. Mandela morreu no ultimo dia 5, aos 95 anos, em decorrência de problemas respiratórios
*Colaboraram Beatriz Pasqualino, Graziele Bezerra, Juliana Cézar Nunes e Tâmara Freire, repórteres da RádioAgência
Edição: Nádia Franco
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Chilenos votam no segundo turno das eleições presidenciais

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Chilenos votam no segundo turno das eleições presidenciais
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Dec 15th 2013, 10:52

Monica Yanakiew

Correspondente da Agencia Brasil/EBC
Buenos Aires – Duas filhas de militares, cujos país eram amigos até o golpe de Estado de 1973, disputam neste domingo (15) o segundo turno das eleições presidenciais do Chile. A socialista Michelle Bachelet é a favorita segundo as pesquisas de opinião e deve derrotar a candidata governista Evelyn Matthei, que representa a aliança de partidos de centro-direita. No primeiro turno, ha um mês, Bachelet obteve 47% dos votos – quase o dobro de Matthei, que conquistou 25% do eleitorado.
Se ganhar, Bachelet será a primeira mulher eleita e reeleita para a Presidência do Chile. O primeiro mandato dela terminou em 2010 e, apesar de ter deixado o palácio presidencial La Moneda com um alto índice de popularidade, Bachelet não pode se candidatar a reeleição porque no Chile presidente não pode ter dois mandatos consecutivos.
A saída de Bachelet marcou o fim de 20 anos de governos da Concertacion – a aliança de partidos de centro-esquerda, que assumiu o poder no Chile, com o retorno da democracia. Com a eleição do atual presidente Sebastian Pinera, a direita voltava ao governo pela primeira vez desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet. Foi o primeiro sinal de que os chilenos – depois de terem recuperado a liberdade, garantido a estabilidade econômica e politica e reduzido a pobreza - estavam cobrando reformas mais profundas de seus governantes.
Protestos estudantis, exigindo educação gratuita e de qualidade para todos, marcaram o governo de Sebastian Pinera. No primeiro turno, que coincidiu com as eleições legislativas, dois dos principais líderes do movimento estudantil – Camilla Vallejos e Giorgio Jackson – foram eleitos para o Congresso. Ambos apoiam a principal reivindicação de Bachelet: a reforma da Constituição, herdada de Pinochet, que limita a ingerência do Estado na economia e a atuação dos políticos.
Mas apesar de ter conquistado a maioria no Congresso, Bachelet não obteve os votos necessários para realizar as reformas que prometeu, sem negociar com a oposição. Ela tem o apoio de 20 dos 38 senadores e de 57 dos 120 deputados federais. É o suficiente para garantir a reforma tributaria. Ela quer aumentar os impostos dos ricos, para financiar projetos sociais e só precisa de maioria simples para aprová-la. Mas outras mudanças só são possíveis com mais de 60% dos votos.
A reforma da educação (reivindicada por oito em cada dez chilenos) requer os votos de quatro sétimos do Congresso (69 deputados e 22 senadores). E a reforma constitucional – que ela defendeu durante toda a campanha – só e possível com o apoio de dois terços dos legisladores.
Os resultados da votação deste domingo devem ser divulgados antes das 20h (horário de Santiago), informou o presidente do Serviço Eleitoral (Servel) chileno, Patricio Santamaria. Segundo ele, o nível de abstenção deve ser maior que no primeiro turno. Esta é a primeira eleição presidencial em que o voto é voluntario. No ultimo dia 17 de novembro, 6,7 milhões dos 13,5 milhões de chilenos em idade de votar foram às urnas.
Edição: Fernando Fraga
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Corpo de Mandela é enterrado na cidade onde passou a infância

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Corpo de Mandela é enterrado na cidade onde passou a infância
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Dec 15th 2013, 10:30


Danilo Macedo

Enviado especial à África do Sul
Pretória – Depois de dez dias de funeral, o corpo do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, ícone da luta pelos direitos humanos, contra o racismo e as desigualdades, foi enterrado hoje (15), por volta das 12h40 (8h40 no horário de Brasília), em Qunu, onde ele passou a infância e também estão os restos mortais de três de seus filhos. Apenas 450 pessoas participaram da última parte do funeral. O túmulo onde o caixão foi colocado estava rodeado de flores brancas.
A partir de então, não foram mais permitidas a captação e a transmissão de qualquer imagem. A imprensa não teve acesso ao local – uma área rural, onde a família de Mandela tem uma fazenda e onde se cultivam tradições seculares. De acordo com os organizadores, membros da tribo à qual Mandela pertencia realizariam um ritual de sacrifício animal, parte do processo de comunicação com os ancestrais, para que o espírito da pessoa descanse.
Antes do enterro, uma cerimônia para cerca de 4.500 pessoas foi realizada, durante três horas e 40 minutos, em uma grande estrutura coberta, construída na propriedade da família especialmente para o funeral. Entre os presentes, além da família, personalidades da África do Sul e de todo o mundo, como o príncipe herdeiro do Reino Unido, Charles, a apresentadora de TV norte-americana Oprah Winfrey, e chefes de Estado de países africanos.
O caixão com o corpo de Mandela chegou ao local carregado por militares, após percurso feito por um caminhão, acompanhado por centenas de homens das Forças Armadas que marchavam ao som de uma banda. Tiros de canhão foram disparados durante o trajeto. Um coral de muitas vozes, acompanhado de uma orquestra sinfônica, cantou na entrada do caixão e em outros momentos da cerimônia.
Com uma grande imagem de Mandela ao fundo e 95 velas acesas representando cada ano que ele viveu, amigos, colegas de luta e dois netos discursaram durante o evento, relembrando passagens da vida do ex-presidente e agradecendo sua contribuição para o país, o continente e o mundo. Entre eles, estavam os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, da Tanzânia, Jakaya Kikwete, do Malaui e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Joyce Banda.
Dúvida nos últimos dias, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1984 por sua luta contra o apartheid (regime de segregação racional que vigorou no país no século passado), o arcebispo emérito da África do Sul Desmond Tutu, compareceu ao evento. Crítico do governo Zuma, ele tinha dito que não compareceria por não ter sido convidado e para não causar constrangimento à família Mandela. O governo, que organizou a cerimônia, informou ontem que houve um mal-entendido e que o nome de Tutu estava na lista de convidados.
Nandi Mandela, neta do símbolo do ex-presidente, fez o público presente rir lembrando alguns momentos de seu avô e disse que a maioar lição que ele deixou foi fazer sempre o bem e mostrar que, dentro de cada um, está a capacidade fazer o que se quer da vida. "Sentiremos saudades de sua voz severa, de quando estava aborrecido, de seu riso, porque tinha um grande senso do humor, e de suas histórias, pois era um grande contador de histórias."
Amanhã (16) comemora-se o Dia da Reconciliação na África do Sul. Maior símbolo dessa reconciliação, com a luta bem-sucedida pelo fim da segregação racial em seu país, Mandela terá uma estátua de nove metros de altura, que será inaugurada amanhã. Com os braços abertos, a imagem receberá, a partir desta segunda-feira, os visitantes que forem ao Union Buildings, sede do governo do país.
Edição: Nádia Franco
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